quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mulher Maravilha – A heroína guerreira

Por Jacques


Criada pelo psicólogo William Moulton Marston e desenhada pela primeira vez em 1941 (em plena Segunda Guerra Mundial, quando super-heróis foram criados às baciadas e a DC Comics ainda se chamava National Periodics) por H. G. Peter, a Mulher Maravilha tornou-se um destes personagens símbolo de gibi de super-heróis, o que não a torna menos carismática ou interessante de se ler.


Sendo um dos membros fundadores da Liga da Justiça (na cronologia antiga), a princesa Diana alcançou um status comparável ao de personagens como Super-Homem e Batman (formando com eles o que passou a se chamar de “Trindade”, ou seja, uma espécie de alicerce para o UDC), seguindo um código moral que este último chama de “paradoxo”, ou seja, fazer a guerra para se conseguir a paz.



O que não é bem verdade, uma vez que Diana (e as demais Amazonas) só ataca para se defender.


Depois de viver muitas fases ruins e outras péssimas, Diana (que foi criada inicialmente para servir como propaganda do ideal da mulher guerreira na Segunda Guerra, já que as mulheres nos EUA tiveram que assumir as funções dos homens, uma vez que a maioria deles estava no front de batalha) ganhou um roteirista/ilustrador à sua altura, após a cataclísmica saga Crise nas Infinitas Terras, na década de 80, onde o UDC sofreu um restart e o Multiverso bailou, para voltar pouco tempo atrás, na fraquíssima e apelativa Crise Infinita.


O artista a que me refiro é George Pérez (auxiliado por Greg Potter e Len Wein), que deve ter devorado muitas enciclopédias de mitologia grega, pois, além de criar uma Mulher Maravilha inteiramente nova, ele mostrou maturidade e competência ao escrever sobre o Panteão de deuses gregos e inseriu ótimos personagens, como Phobos e Deymos (os filhos de Ares, o Deus da Guerra), a professora Júlia Kapatelis, tutora de Diana no “Mundo do Patriarcado” (que é como as Amazonas chamam o restante da Humanidade) e Bana- Mighdall, uma comunidade de Amazonas mercenárias dissidentes, localizada no Egito.


Pérez também recontou a origem de Diana e das demais Amazonas, dando-lhe dons divinos: a força da Terra de Deméter, a comunhão com os animais de Ártemis, o poder de vôo de Hermes, a beleza de Afrodite, a sabedoria de Atena e o dom da fraternidade de Héstia.




[caption id="attachment_3742" align="alignright" width="270" caption="Diana por Alex Ross"][/caption]

Ele também explicou porque raios uma Amazona usa as cores dos States no uniforme: durante a Segunda Guerra Mundial, um avião pilotado por uma mulher, Diana (de quem a Mulher Maravilha herdou seu nome) Trevor, conseguiu transpor a barreira mística que separa Themyscira do Mundo do Patriarcado.


Após cair na ilha, Diana Trevor deu de cara com algumas Amazonas sendo atacadas por demônios que haviam escapado pelo portão que leva ao Hades (ou Inferno; a principal função das Amazonas era vigiar este portão), ela saca seu revólver e consegue matar alguns deles, mas é morta pelos ferimentos causados na queda do avião.


Por demonstrar tamanha bravura, tratando-se de uma simples humana, Diana tornou-se uma heroína, e, em sua homenagem, o uniforme da princesa Diana, a campeã das Amazonas, ostenta suas cores, que estas (até então) não faziam a menor ideia do que significavam.


O nome da personagem também se originou do uniforme, devido ao duplo w que aparece no tórax de Diana, o que, somado as suas notáveis façanhas sobre-humanas e à sua incomparável beleza física, deram-lhe a alcunha de Mulher-Maravilha (Wonder Woman, em inglês).


Após a saída de Pérez, Diana teve boas histórias escritas por William Mesner Loebs e desenhadas pelo brasileiro Mike Deodato (que foram publicadas aqui no Brasil no gibi Shazam!), que confessou ter dado formas “abrasileiradas” à personagem.


Ela também fez parte da reformulação da Liga da Justiça por Grant Morrison e Howard Porter, onde a formação conhecida como “Os Sete Magníficos”, composta por Super-Homem, Batman, Ajax, Flash, Lanterna Verde, Mulher Maravilha e Aquaman voltou à ativa.




[caption id="attachment_3744" align="alignleft" width="236" caption="Diana por Adam Hughes"][/caption]

Recentemente, Diana teve uma fase bem interessante com Allan Heinberg nos roteiros e a dupla Rachel e Terry Dodson nos desenhos, onde a Princesa Amazona assume a identidade de Diana Prince (a primeira Mulher Maravilha, morta na Crise nas Infinitas Terras) e trabalha para o serviço de espionagem dos EUA.


Um detalhe curioso desta fase é que Diana homenageou a Mulher Maravilha do seriado da década de 70, Linda Carter, girando como um pião para se transformar em seu alter ego super-heróico.


Mesmo após tantas fases (e uniformes) sofríveis, a Princesa Amazona mantém suas principais características, que são a luta por igualdade (racial ou sexual), personalidade forte, honradez, bondade e bravura.


Qualidades estas que fazem de Diana uma das heroínas preferidas dos leitores.


Com ou sem Avião Invisível.

4 comentários:

  1. [...] Nas hqs de super-heróis a neotenia (seguida pelas mudanças de estilo nos desenhos e nas vestimentas dos personagens) pode ser visualizada de forma bem clara, basta compararmos esta Mulher Maravilha: [...]

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  2. Líviny Karla Sousa Aguiar13 de setembro de 2011 19:21

    eu gosto muito dela mas, não sei nada dela , ruim não, não entereça eu gosto dela mais não assisto muito ela

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  3. Eu também acho a Diana uma personagem demais Líviny, é uma pena que ela seja muito pouco aproveitada nas hqs e tenha poucas hqs memoráveis.
    Valeu.

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